BRIC – Centro Artístico Cultural e Revitalização da Zona Turística de Santo Ângelo

BRIC – Centro Artístico Cultural e Revitalização da Zona Turística de Santo Ângelo

O presente trabalho consiste em uma intervenção urbana na Área de Interesse Turístico e Institucional da cidade de Santo Ângelo/RS, realizando um levantamento histórico e buscando utilizar metodologias de planejamento sustentável e restauro que se baseiem na comunidade como fonte de rendimento municipal e difusora de cultura e educação.
Utilizando do Planejamento Interpretativo (TILDEN, 1967), o projeto surge no intuito de modificar a reprodução turística como simples mercadoria. O plano coloca a interpretação do patrimônio como educacional, principalmente a população a quem sua história se relaciona, mas também aos visitantes, que para de fato desfrutarem do espaço devem antes entendê-lo.
Localizado no município de Santo Ângelo, antiga redução jesuítica reconhecida regionalmente pelo seu caráter turístico, o projeto se desenvolve a partir do Mapa de Zoneamento Urbano da cidade, na zona denominada “Área de Interesse Turístico e Institucional”.
Apresentando diversas estruturas urbanas como o Teatro Municipal, o Centro de Cultura e a Biblioteca Municipal e patrimônios edificados como o Memorial Coluna Prestes e o prédio da ACISA, a região demonstra não apenas sua relevância histórica e identitária na comunidade, mas seu potencial turístico.
Somado a isso, nas últimas décadas, a área se consagrou como centro das atividades culturais dos santoangelenses; possuindo pontos de encontro de associações diversas, responsáveis pela organização de eventos e atividades que buscam incentivar não só o consumo artístico e cultural, mas também o comércio local.
Embora intervenções tenham sido realizadas pela prefeitura no último ano, o investimento no setor não se apresenta efetivo. Segundo o Perfil das Cidades Gaúchas 2020 do SEBRAE, as despesas do município com esporte, cultura e lazer não somaram 2% no ano de 2019. Ademais, dados de 2023 do Portal de Transparência mostram que os investimentos no Setor de Turismo foram de menos de 1% dos recursos totais, sendo a secretaria com menor verba neste período.
Desta forma, dividido em três escalas essenciais, o projeto surge como uma reconstrução cultural da cidade, de modo a consolidar a nova era reforçando a identidade municipal. Unindo ideais de arte, patrimônio e educação, a conceituação desta proposta se funda na comunidade, seus anseios e necessidades.
Na Escala Macro, com o desenvolvimento de diretrizes da área total e vias de acesso, de forma a criar uma cartilha para o público alvo e uma identidade visual que conecte a Zona escolhida ao centro histórico da cidade por meio de sinalização e mobiliário urbano. Na Meso, com a requalificação de trechos viários e a revitalização de duas quadras centrais – a Praça Ricardo Leônidas Ribas e a quadra do núcleo cultural.
Finalmente, a Escala Micro, com a proposta de intervenção ao patrimônio edificado “ACISA”, a fim de elaborar um Centro Cultural Artístico em seu domínio, a proposição de intervenção na Casa do Turista, com a elaboração de uma Cafeteria e o projeto de um Bar na Praça Ricardo Leônidas Ribas.

“Temos de saber o que fomos e o que somos, para saber o que seremos.” (FREIRE, 1979)

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