SILO HUB: REUTILIZAÇÃO ADAPTATIVA DE SILO DE CEREAIS ATRAVÉS DE HUB DE INOVAÇÃO EMPRESARIAL E PARQUE URBANO
O SILO HUB propõe a reutilização adaptativa de um antigo silo de cereais, transformando um marco da memória industrial em núcleo de inovação, cultura e convivência. O projeto nasce do desejo de preservar a materialidade e a força simbólica dessa estrutura monumental, ressignificando-a como espaço de novas possibilidades e encontros. Entre o passado que sustenta e o futuro que inspira, o Silo se reinventa como organismo vivo no coração da cidade, onde a arquitetura atua como mediadora entre tempo, paisagem e pessoas.
A intervenção parte do reconhecimento do valor histórico e construtivo do conjunto, preservando a autenticidade do concreto aparente. As novas inserções, em aço e vidro, apoiam-se na lógica estrutural existente, respeitando o caráter monolítico do silo e evidenciando o contraste entre permanência e leveza. A materialidade é tratada como narrativa: o concreto expõe o tempo e a memória, enquanto as adições transparentes revelam o presente e acolhem o futuro, diálogo entre a robustez da herança industrial e a transparência da inovação.
Integrado a um parque urbano, o SILO HUB amplia sua dimensão pública e ambiental. O terreno, antes de uso restrito, torna-se área permeável e acessível, conectando-se à malha urbana por percursos pedonais e espaços de estar. A implantação propõe drenagem sustentável, áreas verdes de baixo impacto e arborização nativa, que favorecem o microclima e a biodiversidade local.
No interior da estrutura, o projeto reorganiza o espaço, valorizando a forma original dos silos. A intervenção acontece de dentro para fora, potencializando suas qualidades volumétricas e estruturais. Uma claraboia longitudinal percorre o edifício, permitindo a entrada de luz natural por meio de um rasgo nas lajes. A passarela de vidro que cruza esse vazio conecta visualmente os pavimentos, promovendo integração e continuidade espacial. A luz torna-se matéria arquitetônica, reforçando o caráter simbólico e sensorial do conjunto.
A nova edificação, implantada à frente do silo, nasce do gesto de repetir a forma retangular da base dos cilindros originais, criando uma entrada que reforça a leitura do conjunto. De proporção mais baixa, preserva a visualização integral dos silos e atua como transição entre o parque e o edifício principal. Seu interior abriga o museu e as lojas, consolidando esse espaço como ponto de encontro e acesso ao complexo. Na laje, uma subtração circular permite que a vegetação atravesse o volume, em alusão à forma dos antigos cilindros, gesto que reafirma a fusão entre memória, natureza e arquitetura.
O programa combina espaços voltados à inovação, à economia criativa e à convivência, como coworkings, arena de encontros, restaurantes, lojas e o museu do complexo. Essa diversidade de usos transforma o Silo em polo ativo de cultura e desenvolvimento econômico.
Mais que uma reabilitação arquitetônica, o projeto é um gesto de regeneração urbana e simbólica. Ao unir memória, tecnologia e natureza, o SILO HUB propõe uma nova forma de habitar o tempo e o espaço, um lugar onde o passado é fundação e o futuro, construção compartilhada.


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