Entre as águas: Complexo Turístico do Parque Estadual de Itapuã

O Parque Estadual de Itapuã (PEI) é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral com 5.570 hectares, localizada ao sul do Distrito de Itapuã, em Viamão, Rio Grande do Sul. O território abriga paisagens naturais e testemunhos históricos, com matas nativas, praias, lagoas, dunas, espécies ameaçadas de extinção, elementos arquitetônicos e sítios arqueológicos das tradições Tupi-Guarani e Umbu, além de marcos da Revolução Farroupilha.
Define-se um Complexo Turístico para ampliar as atividades de uso público na Unidade de Conservação, atendendo à recreação, interpretação, educação ambiental, contemplação e refúgio nas áreas de uso intensivo do PEI. A proposta busca promover o turismo sustentável, ampliando as oportunidades de lazer, educação e compreensão do meio ambiente no estado gaúcho. Pretende também potencializar o desenvolvimento econômico regional, fortalecendo o parque como destino relevante para a comunidade local e visitantes, assegurando a preservação da fauna e da flora. O projeto destina-se ao público interessado em atividades recreativas e de contato com a natureza, bem como à comunidade científica e educacional, priorizando o benefício da população do entorno com a ampliação da infraestrutura e do fluxo de visitantes.
O desafio central reside em integrar de forma harmoniosa as atividades humanas ao meio ambiente, celebrando a biodiversidade e o patrimônio cultural de Itapuã. A falta de infraestrutura adequada e de edificações previstas no plano de manejo atual tem afastado o público e enfraquecido o sentimento de pertencimento e apropriação do parque pela comunidade local. O projeto visa reverter essa tendência, ampliando o acesso à educação ambiental, à ciência, ao turismo sustentável e à contemplação, consolidando o PEI como espaço de referência em preservação e desenvolvimento socioambiental. A discussão sobre a preservação e a divulgação das unidades de conservação é essencial para a sobrevivência desses ecossistemas e amplia debates sobre políticas públicas, fiscalização, restrição de territórios indígenas e consequências das mudanças climáticas.
O projeto é desenvolvido em dois níveis: a escala macro, com diretrizes de ocupação das atividades de uso público, definição de setores, faseamento e programa de mobilidade e acessos; e a escala micro, com a definição de um setor para intervenção arquitetônica. A Praia da Pedreira, setor de detalhamento das edificações, abriga restaurante, café, mirante e áreas externas para lazer e permanência dos visitantes. A proposta inclui espaços de educação ambiental, como auditório, salas de aula multiuso, biblioteca com acervo científico sobre o parque e salão de exposições sobre a importância da unidade de conservação. Esses ambientes permitirão eventos e apresentações, reforçando a integração entre a comunidade e o parque.
As diretrizes do plano de manejo do PEI serão respeitadas e ampliadas, mantendo-se o zoneamento atual e definindo três macroáreas de desenvolvimento do complexo, conforme as vocações dos locais. A capacidade máxima de visitantes por área é rigorosamente observada, garantindo a sustentabilidade do parque e melhorias na acessibilidade e mobilidade, permitindo que um público mais amplo desfrute das atividades e fortaleça sua conexão com o meio ambiente.

Deixe seu comentário