INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS

O processo de envelhecimento da população brasileira vem crescendo rapidamente, principalmente em virtude da redução dos níveis de fecundidade, aumento da expectativa de vida e queda da mortalidade. Ligado a isso, estão as mudanças nos arranjos familiares, com a diminuição de membros na família, a inserção da mulher no mercado de trabalho e o viver em moradias cada vez menores. Motivos esses que muitas vezes impedem que os idosos recebam da família os cuidados necessários e tornem cada vez maior a demanda por instituições que proporcionem atendimento de longa permanência.
Nesse contexto, propõe-se o projeto de uma instituição pública de caráter assistencial no município de Pelotas, a fim de suprir a demanda por espaço físico no acolhimento à idosos em vulnerabilidade social, buscando contemplar o uso residencial, de convivência e lazer.
O projeto busca proporcionar ao idoso não só experiências sociais, mas também a sensação de pertencer ao lugar e de reconhece-lo como seu lar. E para isso, me baseio no conceito de a instituição ser como uma pequena cidade, em que os dormitórios sejam como casas em uma comunidade e que as circulações sejam como ruas, não só de passagem, mas também de encontros entre os moradores. Onde o centro do edifício seja o ponto de união entre as diferentes comunidades e o prestador de serviço, prevalecendo o caráter residencial sobre o assistencial.
A proposta insere o projeto em uma região predominantemente residencial, de grande visibilidade, de lazer público e concentração de pessoas de diversas faixas etárias que irão possibilitar a integração do idoso com a comunidade. Além disso, é uma região privilegiada em relação as áreas verdes, o que favorecerá o contato com a natureza.
O projeto também abrange uma dimensão urbana, com a criação de duas conexões entre as quadras: uma rua mista, compartilhada pelos pedestres e veículos, com a finalidade de diminuir a quadra e possibilitar que a médio e longo prazo, futuras edificações possam se voltar para ela. E uma rua comercial voltada apenas aos pedestres. Estes comércios, além de contribuir com a carência que existe na região, também contribuirá com a autonomia dos idosos e com que diferentes pessoas usufruam do espaço e consequentemente interajam com eles.

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