SESC MAUÁ: um farol em meio ao caos urbano

SESC MAUÁ: um farol em meio ao caos urbano
O terreno escolhido fica em Porto Alegre, às margens do lago Guaíba, em um ponto bastante estratégico da cidade, estando fortemente conectado à região metropolitana e ao resto do estado.
Inserido no Cais Navegantes, o terreno abriga uma sede da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA). Criada em 1952 para suprir o setor agrícola gaúcho, a CESA é responsável por parte da armazenagem das safras do RS. Porém, o edifício vem perdendo sua função principal, o armazenamento de grãos, desde que a empresa passou a adquirir diversas dívidas. A sede, construída em 1954, em concreto, representa um dos principais marcos visuais da cidade, com grande importância para a história da capital gaúcha.
A temática visa recuperar a força que o terreno possui – antes distribuindo grãos por todo estado e agora distruibuindo arte e cultura. A proposta evoca a simbologia de um farol, que pode ser visto de longe através de sua luz, atraindo pessoas e visibilidade para uma área abandonada.
O SESC surge como o viabilizador desta transformação. O que antes onerava o município, agora se torna um ativo importante, conectando-se pessoas, cultura, história, tecnologia e natureza .O tema traz, portanto, a união de potencialidades que são pouco exploradas na cidade, a instituição SESC e o Guaíba.
O programa traz a relação do tempo. Os silos, existentes, resgatam o passado, através de exposições sobre a cidade, além de resgatar sua própria história, o armazenamento de grãos. O novo edifício representa o futuro, com foco na cultura e ensino, incentivando o desenvolvimento da cidade. Assim, o programa foi pensado para complementar seu entorno, considerando o cais da cidade como um todo, onde já existem diversos projetos de revitalização.
O projeto busca destacar a expressividade do silo como peça principal da proposta. O edifício é pensado para que sua verticalidade seja reforçada e para que o visitante seja motivado a sempre olhar para cima. O programa do museu envolve exposições temporárias e exposições fixas: Porto Alegre e CESA. As exposições fixas se conectam visualmente por um átrio, por fazerem parte da mesma história. O percurso termina em um pavimento flexível e transparente, que abriga um café. Acima, um terraço que finaliza a narrativa ao longo das exposições relembrando a importância do local aos visitantes da melhor forma: contemplando a vista ao Guaíba e à cidade.
Para abrigar o restante do programa, o edifício novo, além de seu térreo livre, possui mais 2 pavimentos. O primeiro abriga a parte artística do programa SESC, com teatro, cinema, salas multiuso e um restaurante. Já o último pavimento foca nos programas educacionais, de pesquisa e desenvolvimento, contando com uma biblioteca e grandes mesas em um pavimento livre, além de salas de estudos e capacitação, atividades escolhidas considerando os tipos de indústrias e serviços prestados na região, além das estratégias apontadas no plano de revitalização do Quarto Distrito. Assim, propõe-se uma disposição flexível, com um espaço que possa estar em constante movimento, sendo facilmente atualizado.

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