Quadra Viva: Habitar, compartilhar, conviver

Quadra Viva: Habitar, compartilhar, conviver
O trabalho está localizado em uma cidade da região metropolitana de Porto Alegre, Canoas/RS, que tem a terceira maior população do estado. O terreno de projeto encontra-se no bairro Marechal Rondon, uma área que está em constante transformação decorrente da sua área desocupada e os novos empreendimentos que estão se desenvolvendo na região. O bairro escolhido possui uma tendência de ocupação mista.
Uma das ideias centrais do projeto foi mostrar que podemos sim ter edifícios lucrativos que estejam atentos aos diferentes modos de morar e trabalhar da população, permitindo a personalidade individual dos ambientes relacionando o uso residencial com o comercial, remetendo ao espaço cultural e de lazer e que proporcionem vitalidade para a cidade, influenciando diretamente na relação do pedestre com a rua. Sempre buscando materializar projetos criativos ligados diretamente com o mercado imobiliário.
Pela diversidade de usos que acontecerão em um mesmo local é esperado que o público também tenha perfis, faixas etárias e classes sociais diferentes. No setor comercial, se concentrará pequenos e médios comércios. Escritórios terão profissionais autônomos, empresas de pequeno porte e escritórios corporativos. Na área residencial, apartamentos com tamanhos diferentes foram pensados para atrair os diferentes tipos e famílias da sociedade.
Estamos buscando cada vez mais nos conectarmos com nossos lares, que se tornaram locais multitarefas.
Essa preocupação com diferentes módulos de morar se torna ainda mais pertinente em decorrência do momento que estamos passando no mundo todo. Desse modo, o olhar atendo ao mercado imobiliário se torna ainda mais essencial.
O conceito do projeto veio a partir da análise do quarteirão de projeto. Onde o foco foi repensar o quarteirão de forma vertical, criando um volume no qual tem um vazio interno que estaria fazendo alusão ao espaço que temos no miolo dos quarteirões. A partir do empilhamento dos vizinhos, foi analisado as tipologias do quarteirão e como estes seriam verticalmente. Dessa forma, a proposta consegue mesclar tipologias, propondo apartamentos de um e dois pavimentos intercalados no decorrer do edifício.
A alusão ao quarteirão também se dá no sentido onde o projeto está implantado, propondo um vazio na edificação comercial, bem como no alinhamento do miolo de quarteirão, ao qual busca relação do interior com o exterior e se torna um espaço convívio.
O projeto também buscou o “entre” como possibilidade, trazendo aos usuários novas percepções e experiências ao caminhar, percorrer e sentir o espaço, partindo de locais já presentes no cotidiano, mas que são subtilizados, costurando a cidade com a população.
Dessa forma, foi pensando uma passarela que ligue o canteiro central ao edifício de uso misto, buscando conexão do projeto com seu entorno, gerando vitalidade para a região. Esta ligação proposta também serve como cobertura para o acesso principal da galeria de lojas no térreo, bem como um equipamento propulsor para o uso do segundo pavimento comercial.
O projeto e o seu conceito vieram a partir da análise do morar e trabalhar e nas suas particularidades, buscando um olhar atento e criativo para o nosso dia-a-dia.

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