PIRATINIPARQUE.lab

PITATINIPARQUE.lab
“Cities have the capability of providing something for everybody, only because, and only when, they are created by everybody.”
Jane Jacobs
A vivência me moveu, foram 25 anos, e eu sabia que não poderia pensar em outro lugar, se não esse onde cresci.
O tema surgiu a partir de uma reflexão sobre problemas urbanos e cotidianos, que conheci de perto, na cidade de Alvorada, situada na região metropolitana de Porto Alegre, no bairro Piratini.
Além de um estigma de “cidade dormitório”, resultado do fenômeno urbano conhecido como migração pendular, a região apresenta diversas dificuldades, principalmente relacionadas à violência e exclusão social, que acertam diretamente o senso de dignidade das famílias que moram ali. Pessoas que são lembradas diariamente que pertencem a lugar nenhum.
Frente a estas questões, a proposta do projeto trata de um espaço público oferecido a Startups com foco em inovação tecnológica e robótica, que através de incentivos fiscais, oferecem ensino e emprego a jovens, preferencialmente do entorno, com intuito de desenvolver a mão de obra local.
O espaço aberto foi pensado para atender pessoas com dificuldades financeiras e limitações de deslocamento, oferece praia artificial, área de skate, auditório, sanitários e espaço para venda de lanches, como incentivo de valorização do trabalho dos moradores e estimular o senso de pertencimento. Os equipamentos que geram aglomerações de pessoas estão dispostos estrategicamente, para evitar áreas vazias.
O programa do edifício foi distribuído em três volumes, organizados através de um eixo axial, dois com caráter público, que tocam o chão, e um volume elevado, responsável por criar um espaço aberto e coberto e abrigar as áreas de trabalho. O acesso principal está localizado próximo ao ponto de ônibus, na Av. Pres. Getúlio Vargas, possui secretaria, áreas de apoio os funcionários do edifício. A barra flutuante conta com as áreas que servem as empresas, área de exposição, salas de reunião, aula, projeção e laboratórios de prototipagem. Estações de trabalho em área aberta, e salas maiores reservadas a organizações maiores.
O volume monolítico posicionado ao fundo do terreno abriga a biblioteca pública e auditório, onde eventualmente, é possível receber projeções de filmes para a comunidade. A proteção do acervo é feita através de bandejas de concreto que funcionam como brises.
Portanto, o tema Escola Parque Tecnológico propõe ressignificar o sentimento de pertencimento dessas famílias e melhorar a situação econômica da cidade, através da implantação de empresas interessadas em criar um mundo melhor. Estudo, trabalho e lazer, um espaço de ocupação pública e privada, afim de conglomerar diversos coletivos e fazer com que trabalhem em conjunto através da troca de conhecimento e experiências.

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