Parque da Orla

O projeto se insere no Bairro Cristal, Zona Sul da cidade de Porto Alegre. Um espaço linear às margens do lago Guaíba, tem toda a sua extensão oeste tangente à água. À leste do sítio se localiza a Fundação Iberê Camargo, na extremidade Sul da implantação. O projeto busca inserir diferentes usos aos espaços da margem, abrindo novas conexões com a cidade, integrando o espaço urbano às diferentes atividades ao longo do sítio. Com o foco na valorização das paisagens naturais e urbanas o projeto se conecta. Os espaços à beira do Lago Guaíba servem como paisagem e interação do lugar, com atividades e ambientes que integram as três instâncias ali presentes cidade, orla e lago.

Durante todo o percurso do projeto, a intenção é de despertar diferentes sensações e experimentações do ambiente natural e construído. Para desenvolver a proposta, a vegetação foi escolhida por características nativas e adaptáveis a beira de rios, desde árvores de grande porte, que se conectam com os espaços mais altos do Parque, até vegetação frutífera, para aproximar a relação do cidadão urbano com a natureza. Pensando em manter ao máximo as características originais do sítio, a proposta intervém o mínimo possível na topografia e na vegetação. Em alguns trechos do percurso foi projetada a terraplanagem do terreno, para melhor inserção dos caminhos e espaços de lazer, modificando o mínimo de área possível.
O Parque se desenvolve em um percurso linear de valorização da paisagem. Da extremidade Norte, temos o Setor Mirantes, que se desenvolve acima do nível da via. Essa parcela do projeto visa enfatizar a conexão cidade e orla, criando a travessia física e proporcionando espaços de contemplação da cidade através dos mirantes. Seguindo o percurso, o Corredor das Flores leva o visitante a entrar no Nível Guaíba do Parque, a rampa de acesso é pavimentada com as mesmas características de piso do percurso geral e é envolta por vegetação com floração, de altura decrescente conforme o desenvolvimento do percurso.

Ao acessar o Nível Guaíba, surge o Setor Água, composto pela Praça da Cultura, com um palco sobre o lago, a Arquibancada Solar e a Praça da Água, com deck submerso. Seguindo o percurso, se desenvolve o Largo do Esporte, que se conforma em dois níveis do parque, composto por quadras de areia e piso drenante, pista de skate e academia ao ar livre. Logo após o Espaço Nativo se conecta, com árvores nativas frutíferas, seguido pelo Setor Luzes, com a Praça da Leitura e a Praça da Luz, que se estende sobre o lago com luminárias noturnas.
A Praça do Bairro se instala na porção mais residencial do terreno. Pensando em valorizar essa característica, a conexão sobre a via, o Playground e as quadras criam uma área de convivência, conectada ao parque e à cidade. Na finalização do percurso onde encontramos a Fundação Iberê Camargo, se instala a Praça do Museu, com decks em diferentes níveis, para valorizar a contemplação do Sol Poente e da obra de Alvaro Siza.

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