Mercado Público Sintropia Através da Permacultura Urbana

Mercado Público Sintropia Através da Permacultura Urbana
O presente trabalho descreve um projeto, embasado pelos princípios da permacultura, de um mercado público e de seu paisagismo. O projeto localiza-se em Santa Maria (RS) e está inserido no Bairro Camobi, cujo crescimento recente e desordenado ocasionou o comprometimento de áreas de preservação e córregos, além da formação de vazios urbanos. O bairro também apresenta ações de pavimentação com valorização dos automóveis em detrimento dos pedestres e ciclistas. Dada sua urbanização recente, o bairro ainda apresenta características rurais, como a produção de horticulturas por seus moradores e, inclusive, há feiras itinerantes de produtores locais, mas que não possuem instalações adequadas. O sítio proposto está em um local de fácil acesso a esses produtores, próximo a vias importantes da cidade e com conexão a distritos e cidades vizinhas. O projeto, através da permacultura, prevê o cuidado das relações, das pessoas e da natureza, aspectos considerados essenciais para o desenvolvimento de soluções para espaços urbanos. Os conceitos norteadores baseiam-se na permacultura e seus princípios: a análise dos padrões naturais, em que um destes é transcrito pela sequência de proporção phi; por seu zoneamento, em que os elementos são distribuídos de acordo com a função e tempo que despendemos em cada um deles. Através disso, o paisagismo produtivo foi definido de maneira sintrópica, a partir de raios e círculos concêntricos, a partir da Zona 0 (a edificação) e da Zona 5 (área de preservação). Para a delimitação das zonas também levou-se em conta, de maneira consonante com o paisagismo, a possibilidade de que possam ser utilizadas para a produção com fins culinários ou medicinais, já que as zonas podem contemplar diferentes tipos produtivos como agroflorestas, pomares, hortas mandalas, fukuokas, espirais de ervas consorciando espécies vegetais. O espaço conta com áreas culturais e de oficinas que visam disseminar informações para a população e capacitar os produtores locais, além de possibilitar o manejo do paisagismo produtivo local pela comunidade. A infraestrutura prevista no projeto contempla soluções alternativas para geração de energia, tratamento de efluentes no local, por meio de tanques de evapotranspiração; compostagem; reciclagem local; banheiros secos ecológicos e drenagem do espaço por meio de swales e bacia de biorretenção. Por fim, para as áreas construídas foram propostas tipologias bioconstruídas por meio de materiais locais, como a terra, madeira de árvores exóticas presentes no sítio e o bambu. As técnicas empregadas são as de taipa de pilão e superadobe. Na edificação do mercado há a possibilidade de acesso dos usuários por meio de grandes rampas. Estas fomaram-se através do conceito de que as plantas e seu paisagismo nascem da terra. Sua forma foi realizada a partir da composição de retângulos áureos e análise de padrões naturais, como indica as premissas da permacultura. As soluções foram apresentadas por meio de diagnósticos, esquemas, tabelas, plantas, cortes e maquete eletrônica.

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