Mercado de Vitória – Um encontro com a identidade local

Nas últimas décadas o comércio local se afastou de sua configuração primitiva e se agrupou em grandes centros comerciais, resultando em consequências não muito positivas para as cidades e seus usuários. Essa centralização em um único edifício fez com que as pessoas diminuíssem seus percursos, afastando-se das atividades da cidade. Então, se vê necessário reintroduzir no cotidiano das pessoas a caracterização do local.

A implantação de um mercado público para a cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, é de suma importância em razão de não possuir um equipamento público desse porte. Mostra-se fundamental por promover convívio social entre todas as classes, fornecer oportunidade econômica, proporcionar um encontro entre as pessoas e a cidade, estimular a requalificação do seu entorno, e aproximar as pessoas pelo o diálogo com os vendedores, pela troca de ideias e de informações.

A escolha do local se faz pelo significado que a Vila Rubim apresenta para o contexto da cidade. A Vila Rubim data do início do século XX, quando era conhecida como Cidade de Palha, e desde então se tem forte presença de comércio na região. O comércio da Vila Rubim funciona até hoje, e como sua formação se deu de maneira espontânea, com o comércio de rua, sua composição não se limita apenas a um edifício, mas ocupa várias ruas do bairro, com diversas lojas que comercializam os mais variados produtos. A decisão de não intervir diretamente no mercado existente se deu em razão de que os usos não seriam os mesmos e, também, não teriam como receber um programa mais complexo nas suas edificações.

A intenção é que o Mercado sirva de exemplo para mudar a atitude das pessoas em relação aos alimentos e resíduos. Resultando em um Mercado em que as pessoas compram e consumam alimentos, e também aprendam de onde esses alimentos vêm e para onde vão. Além da área de comércio se tem uma área para educação ambiental com hortas e espaços para oficinas, conta também com uma área de composteiras para dar o destino correto aos resíduos orgânicos, onde as pessoas poderão comprar o adubo produzido nas composteiras. Outro ponto importante é a feira de doações, onde todos os alimentos que não estão nos padrões de comércio e que antes acabavam indo para o lixo serão doados para quem precisa, evitando o desperdício. A ideia principal é que o Mercado não gere resíduos para o ambiente.

O Mercado tem como objetivo funcionar como um catalizador do espaço público, proporcionando diversas atividades tanto em seu interior como no seu entorno, gerando renda e trabalho não apenas no Mercado, como em toda a zona comercial da Vila Rubim. A proposta visa o desenvolvimento de um local que atenda às necessidades da cidade e de sua população, não se limitando nas funções básicas e essenciais de um mercado, mas também como um ambiente de diversidade, com opções de lazer, eventos culturais e gastronômicos, projetos sociais, espaço para feira livre e apresentações artísticas.

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