LADERAS DE CHILLÓN: REGENERAÇÃO URBANA, ESPAÇO PÚBLICO E CULTURA VIVA EM UM SETOR POPULAR

Cerca de 70% de Lima foi primeiro habitada (invasões) e depois construída (bairros). Um processo inverso ao de uma “cidade formal”, que requer diferentes abordagens e ferramentas, em sua própria lógica.

A guerra interna (anos 80) e a imposição de um neoliberalismo selvagem (anos 90) deixaram o espaço público em crise. Neste contexto, existe um temor pelas crianças e os jovens, os quais são confinados dentro das suas casas, em centros de entretenimento privados e/ou extremamente limitados.

A ‘Lima Informal’ guarda o tesouro de uma infância que ainda brinca nas ruas e de uma juventude que não consegue sair de círculo vicioso.

Transformando essa precariedade com o imaginário, crianças e jovens reivindicam silenciosamente seu direito à cidade.

A cidade informal permite imaginar além dos jogos familiares e murados. As soluções da cidade formal nem sempre funcionam na informal.

Laderas de Chillón: regeneração urbana, espaço público e cultura viva em um setor popular, tem foco na primeira infância, “se vivesse a cidade como uma criança com menos de 95 centímetros de altura (altura aproximada de uma criança de 3 anos), o que você mudaria?” Mas em Lima, para chegar a esse ponto, as crianças em geral são propostas previamente como beneficiárias imediatas, entendendo que uma cidade boa para elas é boa para todos. Por meio dela, são alcançados seus irmãos mais novos (bebês) e mais velhos (jovens e adolescentes), suas mães (gestantes e lactantes) e seus avós (idosos), completando o círculo dos grupos mais vulneráveis da cidade.

Laderas de Chillón: regeneração urbana, espaço público e cultura viva em um setor popular, se situa como uma plataforma de assistência técnica e intercâmbio metodológico para discutir e formular projetos de investimento local para crianças e jovens, defende e promove os direitos das crianças e dos jovens e, o direito à cidade.

Da mesma forma, propõe a participação do cidadão como parte essencial das intervenções públicas; promove o planejamento, a concepção e a criação de espaços públicos seguros, amigáveis e estimulantes que melhorem as condições psicossociais para o desenvolvimento adequado de crianças e jovens e o engajamento cívico.

Lugares criados fora de casa proporcionam novas experiências e referências longe de ambientes agressivos. Crianças e jovens reinterpretam e redefinem seus espaços de brincadeira e exploração, estabelecendo laços afetivos e relações de pertencimento com seu bairro. Paralelamente, fortalece-se a organização comunitária e fortalece-se a capacidade técnica dos municípios para melhores projetos urbanos e sociais com menor gasto público e melhores resultados.

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