Encontros na Cidade – Conexões urbanas através da tipologia quadra aberta

Encontros na Cidade

Caxias do Sul é a segunda maior cidade do estado do Rio Grande do Sul em número de habitantes, recebendo todos os dias inúmeros imigrantes vindos não só de outros estados mas de outros países também, a procura de emprego e de uma vida melhor. O centro da cidade é o lugar de comunhão de todas essas pessoas. É lá que estão concentradas as atividades mais essenciais para a população como hospitais, cartórios, postos de atendimento 24 horas, prefeitura, além da maior parte das linhas do transporte público e paradas de ônibus. É ali, também, que se encontra o Centro Histórico e, consequentemente, a maior porção de edificações tombadas pelo município. A diversidade é acolhida na região central de Caxias e mesmo com toda a sua importância ela está se degradando. Com extrema densidade de edificações, insalubridade dos miolos das quadras, falta de valorização do pedestre/excesso de valorização do automóvel, uma enorme quantidade de terrenos utilizados para estacionamento ou abandonados e cheios de lixo, insegurança e falta de espaços abertos.
A proposta que se faz neste cenário busca, antes de qualquer coisa, valorizar e preservar a história e a identidade do lugar, aquilo que o centro tem de melhor e de mais característico permanece. São atividades simples como os carrinhos de comida nas esquinas e as feirinhas de artesanato na Praça Dante Alighieri; e também são edificações históricas e manifestações culturais populares. Porém, sem deixar de olhar para o que poderia ser revisto e requalificado, atendendo assim, demandas da própria população. Dentro deste pensamento, sugere-se inicialmente um ‘’Rizoma’’, ou seja, uma rede de Quadras Abertas e interconexões que pode se expandir a qualquer momento e que tem o potencial de ir, aos poucos, requalificando a área central da cidade. São novos espaços abertos provenientes da demolição de algumas edificações (seguindo critérios pré-definidos) e também do aproveitamento de terrenos abandonados ou atualmente utilizados como estacionamento. As Quadras Abertas, com espaços abertos de qualidade e usos sugeridos pelos próprios frequentadores do centro, se conectam entre si por percursos requalificados, aproveitando as calçadas que já são bastante arborizadas e criando Corredores verdes. Algumas estratégias permeiam a proposta como as fachadas ativas, a escala humana (que se busca com elementos de vegetação e iluminação), o tratamento das interfaces muradas e grandes espaços de convívio e sociabilização. Avançando a escala de projeto, se escolhe a Quadra 021 para o aprofundamento da proposta. Essa quadra se mostrou essencial dentro do “Rizoma” por abrigar uma enorme quantidade de linhas do transporte público, três grandes paradas de ônibus, duas edificações tombadas pelo município (sendo uma o Museu Municipal e outra a Escola Estadual Presidente Vargas) e dois terrenos vazios e abandonados.
O que se busca com a rede de quadras abertas e conexões é um centro que possua espaços de qualidade pra abrigar toda a sua diversidade, que seja mais saudável e rico de experiências para o pedestre, que se mostre mais seguro e cujos espaços incentivem a troca, o encontro!

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