BORÚSSIA: Percurso Turístico na Paisagem

A Borússia, é um Distrito que faz parte do município de Osório. Sua localização se dá entre o Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul e a região Metropolitana da capital Porto Alegre. Além de ser parte da cadeia de morros que inicia a Serra Geral do Estado e contempla remanescentes hídricos da Bacia do Rio do Sinos, o território faz parte de um dos últimos corredores de biodiversidade da Reserva da Mata Atlântica Brasileira, fazendo divisa com dois outros municípios com partes de seus territórios em altitude e mesma situação ambiental.
Sendo um Unidade de Conservação de uso sustentável, nela são permitidas a ocupação humana e a utilização dos recursos naturais além de constituir áreas públicas e privadas. A Área de Proteção Ambiental Morro de Osório, o Morro da Borússia, foi então criada pela Lei Municipal N° 2.665, de 27 de setembro de 1994. Seu objetivo foi garantir a proteção ambiental, organizar as atividades humanas de forma a preservar e melhorar as características biológicas, ecológicas e paisagísticas no contexto da gestão ambiental do ecossistema da Mata Atlântica e dos recursos naturais.
Em cumprimento a solicitação pelo Plano Diretor de Osório em 2006, o Plano de Manejo foi regulamentado em 2008. A partir disto foi possível identificar as práticas e características, políticas, ambientais e socioeconômicas do lugar, que revelaram caráteres e vocações de utilização.
Este trabalho propõe a implementação de um percurso turístico ao longo de pontos de interesse dentro de um trecho do território. Através do propósito precursor da Lei que originou as práticas de preservação deste espaço, a proposta utiliza como estratégia de organização do percurso, a paisagem e as importâncias que contêm nela.
A Rampa de Voo Livre, localizada no ponto mais alto da encosta da orla seca da cidade, confere deste a década de 1970, a possibilidade de visitar o morro através da observação da paisagem, estando até a atualidade como uma das principais atividades realizadas no município. Posicionando-o assim, não só como espaço do cotidiano rural, mas como uma centralidade de visitação e movimentação regional de pessoas. Foi a partir dela que o percurso se ordenou.
Foram identificados pontos de relevância e interesse, baseados em critérios de atratividade, tempo, tipo de deslocamento, caráter da paisagem e público, a fim de subsidiar uma conexão capaz de suprir as demandas dos diversos públicos e lugares. Assim foi possível arbitrar quais tipos de projetos e intervenções seriam inseridas em cada local. Os locais e equipamentos inseridos foram interpretados através da paisagem e seu contexto.
O Planejamento, entra como agente capaz de fortalecer os zoneamentos existentes e intervir através de novas propostas. A Arquitetura, como elemento capaz de oferecer controle, segurança e funcionalidade. O Paisagismo, o papel de fazer a transição sutil das escalas das necessidades dentro da rota. E o Design Gráfico, como elemento ativador da memória, comunicação e linguagem simbólica da relação de fortalecimento da identidade e pertencimento do lugar.

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