Arquitetura emergencial – Habitação modular pós desastres naturais para a região sul do Brasil

Arquitetura emergencial –
Habitação modular pós desastres naturais para a região sul do Brasil

O projeto tem como proposta uma Habitação Modular com dimensões mínimas e o usuário é o responsável pela montagem de sua moradia, a qual é obtida com a conexão de no mínimo 3 módulos, sendo 1 banheiro, 1 área de refeição e o outro módulo é a área de descanso do usuário. Estes 3 espaços atendem as necessidades básicas do ser humano com conforto e qualidade. Existe a possibilidade de integrar mais módulos e outra propriedade do projeto, que foi uma das vertentes principais para a definição, é a questão da materialidade, por se tratar de uma habitação montada pelo próprio usuário, foram utilizados materiais leves, de fácil manuseio, permitindo que qualquer um seja capaz de montar seguindo as instruções, sem a necessidade de mão de obra especializada.
Ao analisar os desastres naturais que ocorreram na região Sul do Brasil ao longo do intervalo temporal de 1991-2012, nota-se a ocorrência de vários eventos naturais conforme registros oficiais. Os municípios com o maior número de pessoas afetadas e registros por desastre naturais entre os anos analisados são Caxias do Sul, Chapecó e Francisco Beltrão. As cidades possuem em comum o clima temperado, caracterizado por verões amenos e invernos relativamente frios. Situam-se em regiões de altitudes elevadas e topografia bastante irregulares. Tem registros de 5 tipos de desastres: vendavais, inundações, granizos, alagamentos e enxurrada.
Alguns diagramas e conceitos elaborados pela ONU para guiar o desenvolvimento de módulos habitacionais ao redor do mundo serviram de base para todas as decisões tomadas. Os principais conceitos que orientaram a concepção desse módulo são: Transportabilidade; Conforto Ambiental; Flexibilidade; Padronização; Sustentabilidade.
Os Módulos habitacionais de emergência, diferentemente de outros, focam em situações específicas como desastres causados pela natureza. Seguindo um padrão internacional sugerido pela ONU para atender a desabrigados temporários recomenda-se que o usuário tenha um espaço de 3,5m²/hab. Com isso, as medidas e proporções do projeto pretendem atender a 4 tipos de configurações de agrupamento: 2, 4, 6 e 8 pessoas, fornecendo espaços que visam atender as necessidades básicas do ser humano, que incluem abrigar, alimentação, dormir e higiene pessoal. Se adaptar ao clima e relevo da região, ser autossuficiente, através da captação de energia solar, sistema que será acoplado nos módulos, e captação e armazenamento da água da chuva são essenciais já que regiões atingidas por desastres naturais quase sempre tem a infraestrutura urbana comprometida.
A durabilidade e a reutilização do abrigo são primordiais e, assim, pode ser utilizado em mais de uma situação de emergência, resultando em habitações que se adaptam a situações de emergência diversas e a um número de abrigados variáveis. A logística de transporte acontece em box, contendo todas as peças para o abrigo. Esse volume pode ser facilmente transportado por caminhão, contêiner e avião, agilizando e proporcionando a chegada rápida em qualquer lugar.

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